segunda-feira, 21 de julho de 2014

Cento e doze anos


Cento e doze anos de um sentimento inexplicável.

"Eu nem sabia falar direito e o Fluminense já estava dentro de mim, do meu corpo, do meu coração. O Fluminense é a minha vida, uma paixão muito difícil de explicar". (João Coelho Neto, o Preguinho)


Cento e doze anos de loucuras.

“Ele queria jogar partidas decisivas pelo Fluminense e não teria condição de se recuperar normalmente. Amputando um pedaço do dedo seria mais rápido". (jornalista Michel Laurence, falando de Castilho)


Cento e doze anos de uma certeza.

"Ser tricolor não é uma questão de gosto ou opção, mas um acontecimento de fundo metafísico, um arranjo cósmico ao qual não se pode - e nem se deseja - fugir." (Nelson Rodrigues)


Cento e doze anos de conquistas e superações

"Não se dá um passo em Álvaro Chaves sem tropeçar numa glória". (Nelson Rodrigues)

“Poucas, muito poucas torcidas do mundo teriam a capacidade de superação que a torcida tricolor demonstrou ter. Isso vale muito mais do que qualquer título. Troféus, pode-se ganhar, perder, mas um patrimônio como esse, feito de milhões de anônimos torcedores para quem o time é parte fundamental da vida, não importa se vencedor ou derrotado, se orgulhoso ou humilhado, isso, definitivamente, não se encontra em qualquer clube”. (Wevergton Brito Lima, jornalista vascaíno)



Cento e doze anos de histórias tocantes

“Antes de Fluminense e América jogarem pelo returno do carioca de 1925, o presidente americano Raul Meirelles Reis faleceu. Em sinal de luto, os rubros decidiram então não comparecer ao jogo, entregando ao Fluminense os pontos pela vitória. O Flu recusou e pediu o adiamento do jogo, o que não foi aceito pela Liga, confirmando a vitória do Flu por W.O. O América, entretanto, sensibilizou-se com o gesto Tricolor e lhe enviou um ofício de agradecimento:
“(...)Embora o nobre gesto não nos surpreende-se, nem por isso deixou de sensibilizar extremamente o América(...)” (Trecho retirado da revista Fluminense - A história do Tricolor das Laranjeiras feita pelo Lance! em 99)



Cento e doze anos de admiração e rivalidade

“O Flamengo nunca seria o mesmo se não tivesse a fustigá-lo o tenaz fervor do Fluminense. Os dois criaram, juntos, um dos maiores mitos do futebol brasileiro que é o Fla-Flu. Nelson Rodrigues dizia que há um parentesco óbvio entre o Fla e o Flu. Seriam os irmãos Karamazov do futebol. Amor e ódio.
Eu, por mim, vivi uma juventude atormentada pelo "frisson" dos jogos entre Botafogo e Fluminense. Era o chamado "clássico vovô". A manchete dos jornais exaltava cada batalha entre os dois mais antigos rivais do futebol carioca. O Fluminense era um pesadelo na vida dos outros times. Tinha mais títulos. Tinha mais nobreza. Os outros tinham escudo. O Fluminense tinha brasão.” (Armando Nogueira)



Cento e doze anos de uma paixão que preenche nossas vidas

“O Ceguinho é feliz e por quê? Há príncipes, reis, rainhas, duques, potentados que ainda não descobriram a doçura da vida. Eis o que eu queria dizer: a felicidade do Ceguinho chama-se Fluminense. Com o Tricolor, sua vida passou a ter um sentido. Não sentiu mais nenhuma solidão. Foi como se, de repente, a sua treva se enchesse de estrelas.” ( Nelson Rodrigues)


 Parabéns pelos 112 anos, Fluminense!!

3 comentários:

PCFilho disse...

Bonita seleção de textos, Natália.

Feliz aniversário, Fluminense!

PCFilho disse...

Muito interessante a história do Fluminense x America de 1925, que eu não conhecia.

Não esperava nada diferente do nosso exemplar Fluminense. :)

Natália tricolor disse...

Obrigada, PC!

Essa história é uma das minhas favoritas. O Paulo Coelho Netto também escreveu sobre ela no livro "Histórias do Fluminense".